Perguntaram a John Lennon:
'Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?'
'Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.'
anyway.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Não quero teus dias corridos, teu tempo contado. Quero todo tempo do mundo. Guarda o teu dinheiro. Não quero coisas caras, prefiro as raras. Quero piquenique no parque, quero andar de balanço, andar de mãos dadas, pés descalços na areia, quero beijo de boa noite e alguém que me cubra quando o lençol escorregar. Que não poupe palavras, elas são essenciais. Que me escreva bilhetinhos. Que não ria por eu ter medo de escuro. Que não me deixe na mão, mesmo quando eu disser que consigo sozinha. Alguém que entenda meus surtos, e que enxergue que meus olhos são castanhos e não pretos. E que me veja, me perceba, me sinta e note que meu jeito auto suficiente é o medo de depender das pessoas. É a forma que eu encontro pra disfarçar minhas fraquezas. Alguém que entenda meus choros, não só os que saem. Aqueles que ficam escondidinhos e ninguém vê. E que não me ache boba por chorar vendo filmes, nem por querer construir um abrigo pra animais. Não precisa me entender sempre, só me escutar. Não precisa concordar, só me amar. Por favor, me ame com tudo o que você tem.
Me ame com o meu cabelo despenteado, com as olheiras, com minha compulsão por café. Me ame com meu medo de dormir com os pés destapados.
Me ame com tudo que eu tenho.
Amar é descobrir os avessos. É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado.Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância.
Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras...
Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa. Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem a proporciona uma noite de amor, apenas... Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito. Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos. Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.
Quis ficar em silêncio só com os meus sons.
Não quis escutar mais nada além de mim,
E nem ter que espalhar as minhas palavras pelos ouvidos dele.
Mas ele veio.
Ele veio e trouxe milhares de barulhos, cheiros e caras, dessas que ele faz pra tentar me seduzir.Eu tive de dividir os meus sons com os dele.
Os meus cheiros com os dele.
Os meus pés também.
E tive que fazer aquelas caras que eu faço
quando o resto do mundo não me interessa mais.
A gente riu: eu dele e ele de mim.
E então eu quis, secretamente, que os pés dele
nunca mais andassem para longe dos meus.
(Maria Clara Moraes)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Desejo a você...
Fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você.
Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a banda passar.
Noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus... Não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança, ouvir canto de passarinho, sarar de resfriado, escrever um poema de amor, que nunca será rasgado.
Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender uma nova canção... Esperar alguém na estação.
Queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça... Uma festa, um violão, uma seresta. Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria.
Uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel e ...
...muito carinho meu.
Música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a banda passar.
Noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus... Não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança, ouvir canto de passarinho, sarar de resfriado, escrever um poema de amor, que nunca será rasgado.
Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender uma nova canção... Esperar alguém na estação.
Queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça... Uma festa, um violão, uma seresta. Recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria.
Uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel e ...
...muito carinho meu.
Carlos Drummond de Andrade.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Algumas por imposição do destino. Não vou citá-las quero falar de quatro mulheres que são muito especiais para mim. Ruth, Lidia, Patrícia e Thais, que não foram dadas pelo destino implacável mais que tive o prazer de poder ter em minha companhia por escolha recíproca. Sem duvidas a que me conhece a mais tempo e consequentemente a que teve tempo de pensar na besteira que estava fazendo ao se tornar amiga de alguém tão inconstante quanto eu foi a Lidia (mesmo assim ainda é minha amiga). Depois a Patrícia que era uma menina esquisita e tímida, e que hoje é uma das meninas mais linda que eu conheço. A outra agora não na ordem do “quando nos conhecemos”, foi a Thais que de vez em quando me ouve mais que agora anda por outros caminhos o que me obriga a ter menos tempo na sua companhia física e mais tempo na memória dos bons momentos que vivemos. E por ultimo e definitivamente não menos importante a Ruth, que mesmo não tendo tempo de me conhecer a tanto quanto a Lidia é sem duvidas a pessoa que me conhece mais profundamente, e que sabe muitas vezes mais de mim do que eu mesmo. O que eu queria dizer é que eu as amo muito. Cada uma de uma maneira diferente. Não vou me alongar muito mais só para finalizar queira dizer que não sei imaginar mais a minha vida sem vcs. A Ruth me ensina a cada dia uma espontaneidade que ninguém mais nesse mundo tem, me ensinou como namorar alguém de verdade e tantas outros sentimentos e coisas boas que eu poderia escrever uma enciclopédia inteira e não teria esgotado as possibilidades. A Lidia tem o coração mais bondoso que eu conheço e por mais idiota que fosse meu sofrimento ela esta sempre lá, pro que der e vier. Patrícia tem uma inocência sem fingimentos, que uma coisa rara hoje em dia e a Thais que à sua maneira rígida de duvidar de tudo e de todos consegue transmitir um afeto que não combinaria com mais ninguém que tem as outras características que ela tem.
Obrigado as mulheres da minha vida. Sou mais feliz por ter vcs comigo. Escrevi isso dois dias depois do dia das mulheres mais só lhes mando agora porque não queria que as minhas palavras pouco expressivas mais totalmente sinceras parecessem clichê de data comemorativa.
por: Renato Fonseca.
ps.: [ eu também te amo MUITO. ]
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Despedida, terceiro ano amarelo.
Faz cinco anos, faz ou fazem? Cuidado qualquer deslize com a concordância perde ponto. Ponto aquilo que vocês gostavam tanto. Gostavam ou ainda gostam? Mas o que importa é que cinco anos ficaram para trás e mudanças aconteceram. Fizemos história, isso mesmo, fizemos história. Lembram do caderninho de receita? E a entrega para as mães? A Sabrina representando aquela música sertaneja ... E as oitavas dão o Tom? Ah! tem mais, lembram do Café com Vinícius? E o Parnasianismo representado em painéis e usando o foninho que vocês tanto amam. Tivemos sim, momentos de braveza, xingos, estresse, mas foram tão poucos que esquecemos todos eles.
Ficou a alegria de ensinar e ver a cada dia transformações na textualidade, no corpo, no pensamento na forma de relacionar. Aprendi muito, delirei de alegria muitas vezes, decepcionei também, pois sempre quis que vocês fossem além, muito além.
Nessa longa caminhada, perdemos muitas pessoas, ganhamos outras, outras perdemos e recuperamos e chegamos aqui, trinta e nove. Isso mesmo trinta e nove, quantas provas para corrigir , refazer e ainda ter aquelas recuperações indesejadas, porém necessárias para que aqui chegássemos.
Cada um com seu jeitinho, personalidade, particularidades e a professora que para muitos é considerada a fera, a difícil __ espero que tenham mudado de opinião__ se não mudaram, ainda tenho o tempo a meu favor.
Meus queridos alunos, ou melhor, companheiros de uma longa caminhada. Vamos por ordem alfabética assim não corremos o risco de esquecer ninguém.
Adelino, chocava as provas, mas muitas vezes, foram ninhadas de ponto, quanto prazer! Alisson, sempre enrolando aqui, ali, mas simpatia é o que não faltava. Átila, quanto esforço e dedicação. Diego, pra que tanto silêncio? Deixe que te conhecemos um pouco mais que seus desenhos maravilhosos e também criadores de polêmica. Lembra-se do jornalzinho, 2º ano? Hiago, vai ser mesmo padre ou aquela turminha da pesada fez com que desistisse? João Paulo, acho que só o nome nos remete a tantos momentos! Quantas perguntas , e que perguntas! Pedidos de pontos é o que não faltou. Jorge. Chegou depois, mas veio com força, conquistou os colegas e ainda mostrou serviço. Valeu sua presença entre a gente. Kevin, com seu jeito acolhedor, conquistou amizades e trocou de lugar para que a conversa fluísse mais fácil, mas estava sempre atento e produziu, com certeza nos acrescentou muito. Rafael, Gotinha. Foi não conseguiu viver sem a gente. Voltou e conversou bastante, parece que não conseguiu botar todo o assunto em dia, mas não deixou a peteca cair. Rafael Nogueira, peça rara, quanta educação, gentileza e bom humor, obrigada por ter tido a chance de te conhecer. Talisson, bom menino, vacilou um pouco, mas esperamos ansiosos por sua vitória. Tiago, silencioso , só conversava com os mais próximos, no final mostrou que aprendeu muito no seu silêncio. Aline, guerreira, organizada, faltou várias vezes, mas quando vinha estava ali recuperando o tempo perdido. Amanda, será que ela fala? Estudiosa, séria, mas mesmo assim foi contaminada pelo vírus da paixão. Ângela, como produziu. Estudava, tirava suas dúvidas e encasquetou que não aprenderia as concessivas. Ganhou uma questão de presente na prova e mostrou para si mesma o contrário. Bruna, com seu porte de bailarina mostrou que além de dançar era capaz de organizar a turma e garantir uma festa no final. Valeu, garota. Camila Salvador, venceu uma dor muito grande, a dor da perda, faltou várias vezes, mas conseguiu aprender muito. Sucesso, menina. Camila Eustáquio, que sede de aprender. Como foi bonito assistir ao seu empenho em garantir a aprendizagem. Débora, que pena não criou juízo e teve que tirar os dentes de siso. Que simpatia, nos conquistou com aquele sorriso maroto. Jaqueline, nos pegou no meio da caminhada, mas deu o seu recado e mostrou que matemática é com ela mesmo. Juliana, não é só de dança que vive a mulher, tem que saber história se não o Isnar não deixa por menos. Laís, você veio hoje? Que bom, vamos aproveitar o tempo, isso é raro , gaorota. Luana, oh! menina para reclamar, falava e como falava, no final apresentava tudo pronto, só o livro que era esquecido sempre. Luma, simpatia, delicadeza são sua marca de registro, esforço também, mas a insegurança sempre brotava quando era convocada a dar uma resposta. Meirele, a corujinha da turma. Prestava sempre muita atenção, conversava sim em sussurros com Adelino e Camila, mas no final eram aquelas notas de dar inveja. Natália, a menina das pastinhas, não sei quantas não devolvi, se perderam naquele amontoado de exercícios. Era tida como inteligente, mas sempre vinha com respostas assim, a minha ficou estranha, acho que está errada. Pâmela, cabulou várias aulas de português, tomara que não tenha sido só de português. Depois chegava com aquele sorriso de Monalisa. Saber se estava gostando ou não foi sempre um grande mistério. Patrícia, dizem que fala mais que lavadeira que perdeu o sabão, bem feito a Romilda vingou por todos nós. Talvez sua simpatia me fez não perceber a língua de matraca que era ela. Reysla. Quando tinha algo que julgava importante, não dizia em público, ia à minha mesa e falava com aquele ar de menina que gosta de novidade. Faltou também hem, menina. Rhaiana, caiu da cadeira, fez raiva na Silvânia deu trabalho até na última prova, mas rendeu e como! Sabrina, alvo perfeito para as malvadezas de Bruna, Natália e Luana. Falava, ah, essa falava, eram necessárias várias intervenções e depois atolava em Física, mas passou e isso, hoje, é o que importa. Samara, amicíssima da Rhaiana. Teve com ela toda a paciência possível e demonstrou uma capacidade nata para discutir filosofia, política e outras áreas. Isso pode ter ficado sem ser notado por muitos, mas eu notei e anotei. Sibelle, ah, essa fala e como fala. O pavor do Isnar e outros, mas chegou, chegamos e o que vale é isso não deixar se perder nesse mundo de novidades. Thaís ou melhor Thaíses, e para complicar todos com agá, pode tanta coincidência? Corrêa, se perdia no mundo da ficção e esquecia de comparecer às aulas, mas mostrou a que veio. Ferreira, dançou tanto que quase dançou na história e ficou perdida na República velha, nova, estado novo, que importa já que está perdida mesmo. Ainda bem que o Isnar mostrou para ela que estamos vivendo o governo Lula. Cristina falava baixinho, mas o sorriso dizia muito. Guimarães conversa com Sibelle é o que não faltou, mas sempre me surpreendia com respostas reflexivas. Yara, se fosse campeonato, ela seria a miss simpatia, mas como não é, teve lá seus apertos em português, mas como reprová-la se comunica tão bem? Vale mais que os 60% exigidos. Valeu!! E por fim a Maísa que foi, mas sabia que aqui tinha a melhor turma de 3º ano e o melhor era voltar correndo. E foi muito bem recebida por todos nós. Termina aqui um período de cinco anos de história, outros virão e com certeza o que adquirimos nesses anos será sempre útil nessa longa caminhada que vocês têm pela frente. Eu, só tenho de agradecer por fazer parte desse pedacinho de vida de vocês. Muito obrigada.
Dorinha
2010
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