Despedida, terceiro ano amarelo.
Faz cinco anos, faz ou fazem? Cuidado qualquer deslize com a concordância perde ponto. Ponto aquilo que vocês gostavam tanto. Gostavam ou ainda gostam? Mas o que importa é que cinco anos ficaram para trás e mudanças aconteceram. Fizemos história, isso mesmo, fizemos história. Lembram do caderninho de receita? E a entrega para as mães? A Sabrina representando aquela música sertaneja ... E as oitavas dão o Tom? Ah! tem mais, lembram do Café com Vinícius? E o Parnasianismo representado em painéis e usando o foninho que vocês tanto amam. Tivemos sim, momentos de braveza, xingos, estresse, mas foram tão poucos que esquecemos todos eles.
Ficou a alegria de ensinar e ver a cada dia transformações na textualidade, no corpo, no pensamento na forma de relacionar. Aprendi muito, delirei de alegria muitas vezes, decepcionei também, pois sempre quis que vocês fossem além, muito além.
Nessa longa caminhada, perdemos muitas pessoas, ganhamos outras, outras perdemos e recuperamos e chegamos aqui, trinta e nove. Isso mesmo trinta e nove, quantas provas para corrigir , refazer e ainda ter aquelas recuperações indesejadas, porém necessárias para que aqui chegássemos.
Cada um com seu jeitinho, personalidade, particularidades e a professora que para muitos é considerada a fera, a difícil __ espero que tenham mudado de opinião__ se não mudaram, ainda tenho o tempo a meu favor.
Meus queridos alunos, ou melhor, companheiros de uma longa caminhada. Vamos por ordem alfabética assim não corremos o risco de esquecer ninguém.
Adelino, chocava as provas, mas muitas vezes, foram ninhadas de ponto, quanto prazer! Alisson, sempre enrolando aqui, ali, mas simpatia é o que não faltava. Átila, quanto esforço e dedicação. Diego, pra que tanto silêncio? Deixe que te conhecemos um pouco mais que seus desenhos maravilhosos e também criadores de polêmica. Lembra-se do jornalzinho, 2º ano? Hiago, vai ser mesmo padre ou aquela turminha da pesada fez com que desistisse? João Paulo, acho que só o nome nos remete a tantos momentos! Quantas perguntas , e que perguntas! Pedidos de pontos é o que não faltou. Jorge. Chegou depois, mas veio com força, conquistou os colegas e ainda mostrou serviço. Valeu sua presença entre a gente. Kevin, com seu jeito acolhedor, conquistou amizades e trocou de lugar para que a conversa fluísse mais fácil, mas estava sempre atento e produziu, com certeza nos acrescentou muito. Rafael, Gotinha. Foi não conseguiu viver sem a gente. Voltou e conversou bastante, parece que não conseguiu botar todo o assunto em dia, mas não deixou a peteca cair. Rafael Nogueira, peça rara, quanta educação, gentileza e bom humor, obrigada por ter tido a chance de te conhecer. Talisson, bom menino, vacilou um pouco, mas esperamos ansiosos por sua vitória. Tiago, silencioso , só conversava com os mais próximos, no final mostrou que aprendeu muito no seu silêncio. Aline, guerreira, organizada, faltou várias vezes, mas quando vinha estava ali recuperando o tempo perdido. Amanda, será que ela fala? Estudiosa, séria, mas mesmo assim foi contaminada pelo vírus da paixão. Ângela, como produziu. Estudava, tirava suas dúvidas e encasquetou que não aprenderia as concessivas. Ganhou uma questão de presente na prova e mostrou para si mesma o contrário. Bruna, com seu porte de bailarina mostrou que além de dançar era capaz de organizar a turma e garantir uma festa no final. Valeu, garota. Camila Salvador, venceu uma dor muito grande, a dor da perda, faltou várias vezes, mas conseguiu aprender muito. Sucesso, menina. Camila Eustáquio, que sede de aprender. Como foi bonito assistir ao seu empenho em garantir a aprendizagem. Débora, que pena não criou juízo e teve que tirar os dentes de siso. Que simpatia, nos conquistou com aquele sorriso maroto. Jaqueline, nos pegou no meio da caminhada, mas deu o seu recado e mostrou que matemática é com ela mesmo. Juliana, não é só de dança que vive a mulher, tem que saber história se não o Isnar não deixa por menos. Laís, você veio hoje? Que bom, vamos aproveitar o tempo, isso é raro , gaorota. Luana, oh! menina para reclamar, falava e como falava, no final apresentava tudo pronto, só o livro que era esquecido sempre. Luma, simpatia, delicadeza são sua marca de registro, esforço também, mas a insegurança sempre brotava quando era convocada a dar uma resposta. Meirele, a corujinha da turma. Prestava sempre muita atenção, conversava sim em sussurros com Adelino e Camila, mas no final eram aquelas notas de dar inveja. Natália, a menina das pastinhas, não sei quantas não devolvi, se perderam naquele amontoado de exercícios. Era tida como inteligente, mas sempre vinha com respostas assim, a minha ficou estranha, acho que está errada. Pâmela, cabulou várias aulas de português, tomara que não tenha sido só de português. Depois chegava com aquele sorriso de Monalisa. Saber se estava gostando ou não foi sempre um grande mistério. Patrícia, dizem que fala mais que lavadeira que perdeu o sabão, bem feito a Romilda vingou por todos nós. Talvez sua simpatia me fez não perceber a língua de matraca que era ela. Reysla. Quando tinha algo que julgava importante, não dizia em público, ia à minha mesa e falava com aquele ar de menina que gosta de novidade. Faltou também hem, menina. Rhaiana, caiu da cadeira, fez raiva na Silvânia deu trabalho até na última prova, mas rendeu e como! Sabrina, alvo perfeito para as malvadezas de Bruna, Natália e Luana. Falava, ah, essa falava, eram necessárias várias intervenções e depois atolava em Física, mas passou e isso, hoje, é o que importa. Samara, amicíssima da Rhaiana. Teve com ela toda a paciência possível e demonstrou uma capacidade nata para discutir filosofia, política e outras áreas. Isso pode ter ficado sem ser notado por muitos, mas eu notei e anotei. Sibelle, ah, essa fala e como fala. O pavor do Isnar e outros, mas chegou, chegamos e o que vale é isso não deixar se perder nesse mundo de novidades. Thaís ou melhor Thaíses, e para complicar todos com agá, pode tanta coincidência? Corrêa, se perdia no mundo da ficção e esquecia de comparecer às aulas, mas mostrou a que veio. Ferreira, dançou tanto que quase dançou na história e ficou perdida na República velha, nova, estado novo, que importa já que está perdida mesmo. Ainda bem que o Isnar mostrou para ela que estamos vivendo o governo Lula. Cristina falava baixinho, mas o sorriso dizia muito. Guimarães conversa com Sibelle é o que não faltou, mas sempre me surpreendia com respostas reflexivas. Yara, se fosse campeonato, ela seria a miss simpatia, mas como não é, teve lá seus apertos em português, mas como reprová-la se comunica tão bem? Vale mais que os 60% exigidos. Valeu!! E por fim a Maísa que foi, mas sabia que aqui tinha a melhor turma de 3º ano e o melhor era voltar correndo. E foi muito bem recebida por todos nós. Termina aqui um período de cinco anos de história, outros virão e com certeza o que adquirimos nesses anos será sempre útil nessa longa caminhada que vocês têm pela frente. Eu, só tenho de agradecer por fazer parte desse pedacinho de vida de vocês. Muito obrigada.
Dorinha
2010